Desenvolvimento Infantil e Uso de Eletrônicos – Parte 1: Interação Social

Desenvolvimento Infantil e Uso de Eletrônicos – Parte 1: Interação Social

“Olhem só! Ela já sabe que tem que passar o dedo na tela para mexer no celular!”.

Frequentemente, ouvimos frases como esta exaltando a aquisição deste tipo de habilidade por bebês menores de 1 ano de idade, entretanto esquecemos dos aspectos negativos vinculados a esta conquista.

O cérebro do bebê está em franco desenvolvimento e amadurecimento. As sinapses neuronais estão com carga total, principalmente, nos primeiros anos de vida. O bebê é um radar em busca de estímulos. Tudo o que acontece ao seu redor é percebido, ainda que não completamente compreendido.

A tecnologia, com seus aparelhos portáteis, trouxe mudanças no comportamento humano. Muitas pessoas, dentro de uma mesma casa, passam horas “conectadas” à internet com outras pessoas em vez de compartilharem deste momento juntas fisicamente.

O bebê, observando este comportamento e a forma como os maiores manipulam seus aparelhos, inevitavelmente aprenderá, por repetição, como lidar com eles. Este é um aprendizado medíocre para um cérebro ávido por estímulos de aprendizagem.

Se o bebê aprendeu o que se deve fazer ao pegar um tablete, por exemplo, isso significa que a interação, principalmente, dos adultos com ele não está sendo feita de forma satisfatória.

O bebê em desenvolvimento demanda atenção, cuidado e estímulos intensos, traduzidos em interação pessoal, e esta intensidade é percebida pelos pais ou cuidadores ao manifestarem que “não conseguem fazer outra coisa enquanto estão com as crianças”.

Geralmente, o primeiro indivíduo com o qual o bebê se relaciona e interage é a mãe, mas o pai, irmãos e outros familiares podem – e devem – participar disso.

Ao interagir com o bebê, seja contando estórias, conversando e cantando músicas, o adulto estimula áreas nobres do cérebro da criança responsáveis pela audição, linguagem, imaginação, memória, entre outras. Além disso, estreitam-se os laços afetivos-emocionais entre os dois, criando uma referência de segurança e confiança ao bebê.

A partir destas primeiras experiências de interação pessoal junto à família, a criança cria padrões para sua interação social, seja na escola, no parquinho, na casa de amigos, etc.. A capacidade de comunicação e de autoconfiança no decorrer de sua vida depende muito dessas experiências.

Com certeza, aprender a lidar com eletrônicos é importante num mundo tecnológico como o nosso. Todos nós aprendemos a fazer isso, independente de geração em que nascemos. O aconselhável é deixar este aprendizado para o momento mais propício, o qual envolve atividades escolares.

Crianças pequenas precisam de interação pessoal, não virtual. Sendo assim, não se canse de se cansar de estimular seu bebê!

Assista o vídeo explicativo: https://youtu.be/Sjk1AELcvcI

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Comments (2)

  • Um comentarista do WordPress Reply

    Olá, isso é um comentário.
    Para começar a moderar, editar e deletar comentários, visite a tela de Comentários no painel.
    Avatares de comentaristas vêm a partir do Gravatar.

    6 de dezembro de 2017 at 20:39
  • leonardo Reply

    Teste

    16 de Janeiro de 2018 at 15:22

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