Adaptação escolar da criança…só dela?

Independentemente da idade da criança, o dia do Primeiro Dia de Aula chega a todas e, como os familiares costumam dizer: “passou muito rápido!”.

Até então, aquele bebê fazia parte do cotidiano dos pais e/ou cuidadores 24 horas por dia. Era a companhia perfeita para vários momentos. Agitava o dia e bagunçava a casa.

As horas passavam voando: acordou – mamou – brincou – comeu frutinha – nanou – acordou – hora do almoço – mais um mamá (porque ninguém é de ferro) – brincou mais um pouco, leu os livrinhos, dançou… – outra frutinha – mais uma soneca – acordou – mais brincadeiras – hora da jantinha – mamazinho prá sossegar e chamar o soninho – pronto: dormiu!

E os pais/cuidadores se dão conta que não conseguiram fazer quase nada do que tinham programado, para aquele dia, de seus afazeres de interesse pessoal. É uma rotina muito intensa cuidar de uma criança.

Bom, mas o que isso tem haver com o início da jornada escolar de uma criança?

Fala-se muito na adaptação da criança ao ambiente escolar: professores e professoras desconhecidos, novos amiguinhos e amiguinhas, nova rotina, “cadê a mamãe?”, etc..

Entretanto, pouco se fala, principalmente, da Mãe.

Após deixar seus filhos na escola, algumas voltam para casa e outras – provavelmente a maioria – retornam para seus locais de trabalho, com o término da licença maternidade.

Mas, geralmente, o que há de comum em ambas as situações é o sentimento de vazio e insegurança que algumas mães carregam no peito. Como se uma parte delas fosse tirada à força.

Não se trata de não confiar nos profissionais da educação, mas, como diz o ditado: “Mãe é Mãe!”.

Então, exponho abaixo algumas dicas do que fazer para amenizar essa nova fase.

  1. Abra-se com seus familiares e amigos, principalmente, os mais próximos que conhecem bem você e seu bebê. Desabafe suas incertezas e angústias. Com certeza, eles terão palavras de conforto e encorajamento para lhe dizer.
  2. Converse com pessoas que já passaram por essa fase. Provavelmente, vocês darão boas risadas de suas experiências, demonstrando que a coisa não é, assim, um “bicho-papão”.
  3. Lembre-se sempre que este processo de adaptação não é um jogo de ganhar ou perder. Não conseguir sair do portão da escola, tendo que retornar para pegar a criança na sala de aula, não é sinal de fraqueza, nem tão pouco merecedor de vergonha. E, por isso mesmo, deve ser feito de forma calma e tranquila, para não assustar o bebê. Você é um ser humano e, como tal, possui inseguranças particulares.
  4. Se o processo de adaptação está sendo doloroso, não hesite em procurar ajuda profissional! Você estará tomando uma iniciativa de coragem e determinação em prol do desenvolvimento de seu bebê.

Toda criança sente-se segura, em qualquer lugar, se perceber que a pessoa de referência, em termos de cuidado, está segura, tranquila e confiante. Forçar a barra não leva a nada e pode, inclusive, piorar a adaptação na escola.

Desejo que o ano letivo comece com o pé direito!

Assista o vídeo em: https://youtu.be/oepjZJsMe4s

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Vitamina para abrir o apetite!

Geralmente, após o segundo ano de vida da criança, a recusa alimentar é bem frequente. A tendência dela selecionar alimentos, comendo apenas o que lhe agrada, passa a ser rotina em algumas famílias. A escolha por alimentos doces comumente é preferível, devido o paladar mais agradável. Além disso, a resistência a alguns alimentos caracteriza uma maneira de demonstrar independência e autonomia.

Tudo isso acontece, pois, nessa fase da vida, a velocidade de crescimento diminui bastante e, consequentemente, diminuem, também, as necessidades calóricas e o apetite dos pequenos.

Além disso, outro processo que ocorre nessa fase é a chamada “neofobia”, onde novidades inicialmente são rejeitadas. A aceitação de tipos diferentes de alimentos costuma ser negada devido ao desconhecimento.

Neste contexto, uma solicitação dos pais a seu pediatra é a prescrição de “Oroxígenos”, conhecidos como “vitamina para abrir o apetite”, com o objetivo de reestabelecer a rotina alimentar de antes, quando o bebê “comia de tudo”. Estas medicações apresentam indicações médicas específicas e, de certa forma, retritas, além de desencadearem efeitos colaterais indesejáveis, tais como sonolência, boca seca, cefaleia e náuseas.

De nada adianta oferecer tais medicações se não houver o cuidado na educação alimentar. Estes xaropes não têm poder de selecionar e dirigir o apetite para carnes, verduras, legumes,… Se continuarem a ser oferecidas as famosas “besteiras”, no lugar das refeições, mais e mais as crianças irão preferi-las. A seleção alimentar é comum, inclusive, em adultos. Por exemplo:

“Caso eu convide você para jantar em minha casa e ofereça um café com pão e frios, e o vizinho convide para um churrasco,  na mesma noite, a grande maioria iria apenas agradecer meu convite…”

Assim, paciência, criatividade e persistência são as principais ferramentas para se superar esta fase e é de fundamental importância que a família dê exemplo.

Nunca se deve forçar a criança a comer, ameaçar ou associar o “não-comer” a eventos negativos, como castigos. Isto torna a alimentação, em vez de prazerosa, numa parte ruim e estressante no cotidiano da criança.

Além disso, não se deve alimentar a criança apenas com as refeições que são mais aceitas, pois limita o cardápio e a variedade de nutrientes. Então, desde cedo, deve-se aplicar algumas rotinas a serem estabelecidas pela família:

  • Não oferecer alimentos adocicados a menores de 1 ano, bem como guloseimas para os maiores. Assim, a neofobia pode ser usada a favor de uma alimentação saudável;
  • As refeições e lanches devem ser servidas em horários regulares diariamente, com intervalos suficientes para que a criança sinta fome na próxima refeição;
  • Se a criança se recusar a se alimentar em uma refeição – sem brigar – avise-a que terá de aguardar a próxima refeição;
  • Estabeleça um tempo máximo para permanecer à mesa durante a refeição (20 minutos é um tempo razoável);
  • As refeições não devem ser substituídas por lanches;
  • Não subornar a criança com sobremesas, brinquedos ou “besteiras”.

Estas adaptações não surtirão efeito de um dia para o outro. Esse processo demanda tempo e disciplina de toda a família. Não encare essa fase como uma disputa de poderes: não se trata de ganhar ou perder! Mantenha isso em mente.

Quanto mais cedo for implantado, menos problemas de recusas alimentares terá no futuro, quando a mudança do padrão alimentar fica mais complicada.

Portanto, seguindo a orientação de sua Nutricionista e de seu Pediatra, você e sua criança superarão esta fase com êxito.

Em breve, vídeo complementar!

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Corticoide NÃO é “xarope prá tosse”!

Frequentemente, atendo crianças que estão tomando algum tipo de xarope para “tratar” tosse e, geralmente, este xarope é à base de corticoide (ou corticosteroide).

Neste texto, vou abordar: de que se trata esta medicação, quais seus efeitos no organismo (a curto e longo prazo) e quais as doenças respiratórias mais comuns em que são formalmente indicados.

 

Corticóides: o que são?

Os corticoides são hormônios produzidos, naturalmente, pelas glândulas suprarrenais, ou, sinteticamente, em laboratório, a partir desses hormônios.

Os corticoides são divididos em 2 grupos: os glicocorticoides e os mineralocorticoides, sendo o primeiro de interesse neste texto.

Os glicocorticoides têm ação Anti-inflamatória e Imunossupressora, sendo chamados, também de Anti-inflamatórios Esteróides. O Cortisol representa o principal corticoide produzido pelo organismo e a Prednisolona, o representante sintético mais usado em pediatria em forma de xarope. Além disso, dentre os xaropes sintéticos, tem-se a Dexametasona e a Betametasona.

Os corticoides sintéticos são excelentes medicações indicadas para processos inflamatórios graves, como em alguns tipos de pós-operatórios e doenças autoimunes – dependendo do seu grau – como o Lúpus Eritematoso Sistêmico, para o tratamento para certos tipos de câncer – semelhante a um quimioterápico – e para o controle de rejeição a órgãos transplantados.

Apresenta, também, efeito “antialérgico”, sendo uma medicação muito utilizada em casos de Rinite Alérgica e Asma Brônquica (“bronquite”), com ótimos resultados no tratamento preventivo de crises e para o resgate de crises (ver abaixo).

Além disso, em casos de Crupe (Laringotraqueobronquite viral – uma infecção de via aérea superior que se manifesta com tosse rouca, potencialmente grave), os corticoides sistêmicos reduzem a gravidade dos sintomas, a necessidade e duração de internação hospitalar, bem como admissão em UTI, e a necessidade de doses repetidas de Adrenalina.

Assim, possuem um amplo espectro de atividade no organismo. O que vai determinar o efeito desejado para cada terapia é a dosagem diária da medicação. Quanto mais alta, maior o efeito imunossupressor.

Outro fator determinante é a via de uso. Tanto a via oral (xaropes e comprimidos), quanto a endovenosa, são considerados de “uso sistêmico”. Isto quer dizer que os efeitos terapêuticos e colaterais se potencializam. Por isso, a indicação deste tipo de medicamento deve ser bem precisa.

Por exemplo: em uma crise de Asma grave, onde a criança não melhora com o uso periódico de broncodilatador (Salbutamol), na Unidade de Pronto Atendimento, o uso de Prednisolona via oral, ou metilprednisolona endovenosa, é capaz de salvar a vida da criança.

O uso tópico se caracteriza por menores chances de efeitos colaterais, mas ainda apresenta seus riscos. Geralmente, são usados via spray nasal e aerossol (bombinhas), pomadas e cremes. Para o tratamento de Rinite Alérgica, usa-se corticoide nasal por período prolongado, com o objetivo de se evitar novas crises que causam desconforto e, muitas vezes, prejuízos na qualidade de vida da criança.

Desta forma, quando bem indicados, a relação risco x benefício costuma ser favorável, onde o efeito terapêutico supera os potenciais efeitos colaterais.

“E quais são os efeitos colaterais?”.

 Como dito, os corticoides, principalmente os sistêmicos, têm efeito no corpo todo – lembre-se que são derivados de um hormônio produzido pelas Suprarrenais. Já os de uso tópico, apresentam efeitos colaterais de menor impacto.

Iremos abordar os efeitos colaterais mais frequentes em se tratando de uso sistêmico prolongado (mais de 21 dias)1, como os xaropes:

  • Estômago: aumentam a produção de ácido gástrico, predispondo à gastrite e úlcera.
  • Ossos: em crianças, interferem negativamente em seu crescimento e, em adultos, o uso de corticoides é fator de risco para osteoporose.
  • Rins: aumentam a reabsorção de sal e água, resultando em aumento da pressão arterial.
  • Imunidade: são capazes de interferir no bom funcionamento dos glóbulos brancos do sangue, responsáveis por nossa defesa contra micro-organismos invasores.
  • Metabolismo da glicose: promovem aumento da glicemia, predispondo a pessoa ao Diabetes.
  • Olhos: predispõem o surgimento de Catarata.
  • Pele: pomadas/cremes, usados por longo período, adelgaçam a pele, prejudicando a proteção cutânea natural.

“Mas, se apresentam tantos efeitos colaterais indesejados, por que são utilizados frequentemente?”.

Para isto, devemos analisar suas indicações e a relação risco x benefício deve se direcionar para os benefícios.

Indicações para doenças respiratórias mais comuns:

Como dito, os corticoides são indicados para casos de Rinite Alérgica, Asma Brônquica e Crupe; tanto uma, quanto outra, se manifestam com tosse.

Para todas essas doenças, os corticoide em xarope ou injetáveis, são indicados para crises classificadas em graves (o Crupe sempre é considerado potencialmente grave)2,3,4.

Especificamente, no caso da Asma, espera-se que, para indicar o uso de Prednisolona xarope, a criança tenha ficado em observação, em Unidade de Pronto Atendimento, por pelo menos 3 a 4 horas recebendo puffs de Salbutamol periódicos, com avaliações médica de seu efeito (em crises muito graves, geralmente não se espera este tempo, sendo indicada a via injetável).

Nos casos de Crupe, o uso é imediato na admissão no serviço de emergência, podendo ser via oral ou injetável, dependendo das condições da criança.

Portanto, dada a seriedade dos efeitos deste tipo de medicação, corticoides não são – e não devem ser usados como – “xaropes para tosse” simplesmente. Evite comprá-los, espontaneamente, em farmácias. Use-os, somente, sob prescrição médica adequada.

 

Primum non nocere (primeiro, não prejudicar – princípio Bioético).

 

Assista o vídeo complementar em: https://youtu.be/F1Wq3-nTUIA

 

Referências:

  1. De Oliveira, Elise Botteselle. Paciente em uso prolongado de corticoide oral: quando/como fazer a retirada gradual? Disponível em: <https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/corticoide-oral/>. Acesso em: 20 dez 2017.
  2. Júnior, Hany Simon; et al. Crupe viral e bacteriano. Guia prático de condutas. Sociedade Brasileira de Pediatria. jan 2017.
  3. Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2017. Available from: www.ginasthma.org
  4. Solé, Dirceu; Sakano, Eulalia. III Consenso Brasileiro sobre Rinites – 2012. Bras Jour of Otorhino – São Paulo, 2012.
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O que é Puericultura?

A OMS fez um levantamento entre os anos de 2000 a 2012 onde constatou que:

  • 74% das mortes, entre 30 e 70 anos de idade, deram-se por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT):
    • 31% doenças cardiovasculares,
    • 17% câncer,
    • 13% condições nutricionais, maternas e perinatais.

Além disso, pesquisas descobriram que as DCNT têm sua origem já no período pré-natal e na infância, o que aumenta a responsabilidade e importância do trabalho do Pediatra.

A Puericultura (do latim pueri = criança) é uma área de atuação do Pediatra que se caracteriza por “consultas médicas periódicas e sistemáticas, cujo foco é a prevenção e a educação em saúde, sendo fundamental o vínculo do pediatra com a criança e a família.”

A Puericultura já se inicia na gestação, durante a consulta pediátrica de pré-natal (tema abordado em outra publicação).

Tudo aquilo que fazemos de intervenção preventiva, desde os primeiros dias de vida do bebê, como, por exemplo, administrar vacinas, vitamina D, ferro, estímulo ao aleitamento materno, etc., temos, como objetivo, garantir que, essas crianças, ao se tornarem avôs ou avós, tenha uma vida adulta e velhice saudáveis.

Muitos pais me questionam até que idade “podem” levar seus filhos para consultas pediátricas. Costumo responder com meu testemunho: “Minha última consulta com meu pediatra foi aos 19 anos de idade. Posteriormente, ele veio ser meu professor na faculdade.”.

Como orientação, existe um calendário a ser seguido para as consultas de Puericultura, conforme o quadro abaixo:

0 a 2 anos

2 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 19 anos

1ª semana de vida

15 meses 5 anos

11 anos

1 mês

18 meses 6 anos 12 anos

2 meses

24 meses 7 anos

13 anos

3 meses

30 meses 8 anos

14 anos

4 meses

36 meses 9 anos

15 anos

5 meses

42 meses 10 anos

16 anos

6 meses

48 meses 17 anos

9 meses

18 anos

12 meses

19 anos


Cabe ao Pediatra, durante as consultas de Puericultura, avaliar e monitorar:

  • O estado nutricional da criança, segundo critérios clínicos e antropométricos do Ministério da Saúde (MS);
  • Como está a alimentação da criança;
  • A atualização das vacinas, conforme o calendário do MS;
  • Os marcos do desenvolvimento neuropsicomotor;
  • O desempenho acadêmico escolar;
  • A realização de atividades físicas, consoante o recomendado pelo MS;
  • A acuidade visual e auditiva;
  • As condições do meio ambiente;
  • Os cuidados dispensados à criança em seu domicílio;
  • Desenvolvimento da sexualidade;
  • O sono;
  • Saúde bucal;
  • Exposição à mídia.

Assim, a puericultura vem transformando o modo de se praticar a Pediatria no mundo. Como visto, a consulta pediátrica não se resume a verificar peso, altura e vacinas; engloba, além disso, ações de promoção à saúde das crianças.

Confie e siga as orientações de seu pediatra: tudo o que ele recomenda é visando, pura e simplesmente, vida longa com saúde a seu bebê!

FONTE: Tratado de Pediatria – Sociedade Brasileira de Pediatria, 4ª edição

Assista o vídeo explicativo em: https://youtu.be/y81PQsuqulU

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Desenvolvimento Infantil e Uso de Eletrônicos – Parte 1: Interação Social

“Olhem só! Ela já sabe que tem que passar o dedo na tela para mexer no celular!”.

Frequentemente, ouvimos frases como esta exaltando a aquisição deste tipo de habilidade por bebês, entretanto esquecemos dos aspectos negativos vinculados a esta conquista.

O cérebro do bebê está em franco desenvolvimento e amadurecimento. As sinapses neuronais estão com carga total, principalmente, nos primeiros anos de vida. O bebê é um radar em busca de estímulos. Tudo o que acontece ao seu redor é percebido, ainda que não completamente compreendido.

A tecnologia, com seus aparelhos portáteis, trouxe mudanças no comportamento humano. Muitas pessoas, dentro de uma mesma casa, passam horas “conectadas” à internet com outras pessoas em vez de compartilharem deste momento juntas fisicamente.

O bebê, observando este comportamento e a forma como os maiores manipulam seus aparelhos, inevitavelmente aprenderá, por repetição, como lidar com eles. Este é um aprendizado medíocre para um cérebro ávido por estímulos de aprendizagem.

Se o bebê aprendeu o que se deve fazer ao pegar um tablete, por exemplo, isso significa que a interação, principalmente, dos adultos com ele não está sendo feita de forma satisfatória.

O bebê em desenvolvimento demanda atenção, cuidado e estímulos intensos, traduzidos em interação pessoal, e esta intensidade é percebida pelos pais ou cuidadores ao manifestarem que “não conseguem fazer outra coisa enquanto estão com as crianças”.

Geralmente, o primeiro indivíduo com o qual o bebê se relaciona e interage é a mãe, mas o pai, irmãos e outros familiares podem – e devem – participar disso.

Ao interagir com o bebê, seja contando estórias, conversando e cantando músicas, o adulto estimula áreas nobres do cérebro da criança responsáveis pela audição, linguagem, imaginação, memória, entre outras. Além disso, estreitam-se os laços afetivos-emocionais entre os dois, criando uma referência de segurança e confiança ao bebê.

A partir destas primeiras experiências de interação pessoal junto à família, a criança cria padrões para sua interação social, seja na escola, no parquinho, na casa de amigos, etc.. A capacidade de comunicação e de autoconfiança, no decorrer de sua vida, dependem muito dessas experiências.

Com certeza, aprender a lidar com eletrônicos é importante num mundo tecnológico como o nosso. Todos nós aprendemos a fazer isso, independente de geração em que nascemos. O aconselhável é deixar este aprendizado para o momento mais propício, o qual envolve atividades escolares.

Crianças pequenas precisam de interação pessoal, não virtual. Sendo assim, não se canse de se cansar de estimular seu bebê!

Assista o vídeo explicativo: https://youtu.be/Sjk1AELcvcI

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